quinta-feira, 24 de maio de 2012

se ao menos eu pudesse expressar com palavras. se, por ventura, eu conseguisse tornar um sonho uma realidade. se eu fechasse os olhos por uns instantes e quando abrisse lá estivessem todas as cores e vida. se, se, se...

quantas negativas foram até agora?
quantas portas fechadas e esperança em palavras?
"até quando você vai levando porrada, porrada...até quando vai ser saco de pancada"
sim, tem sido assim por anos longos demais. este mês, por exemplo, parece se arrastar na infinidade das horas. tudo parado, absolutamente! pra você, leitor, isso não deve fazer muito sentido. eu saí atrás de vida, beleza e paz. encontrei pouca vida, beleza menos ainda e nenhuma paz.

e não dá vontade de desistir. olhar pros livros e pensar: "você nunca foi A mais inteligente. acostume-se você sempre (só) foi a esforçada e isso não te leva a algum lugar tão alto."
e não dá pra pensar em jogar tudo pro ar, chorar, chorar, chorar. ficar infeliz mesmo. deixar de ser.

as vezes é inevitável que as lágrimas venham aos olhos. elas caem, caem como cachoeira...numa agonia sem fim, numa desesperança desesperada. é uma insuficiência, uma falta de capacidade, de força, de oportunidade. falta-me tudo!

eu ouço o eco: "você merece sair disso, merece viver em paz". "faça três coisas: esqueça, perdoe, estude, trabalhe". "não perca a esperança"...mas nada disso ajuda muito, nada disso muda as coisas. nada disso acalma a agonia ou acaba o desespero.




segunda-feira, 21 de maio de 2012

só eu sei o tamanho da vontade de ser livre.
de viver em paz e ser, verdadeiramente, feliz!

terça-feira, 15 de maio de 2012

que vontade louca de ir embora!
de tanto desamor a gente cansa!
você só suporta até certo ponto, passou disso, você explode.
viveria miseravelmente mas iria embora hoje. agora.

isso é loucura? não. isso é não aguentar mais,
é procurar paz, é se livrar!
que o silêncio domine minha aparição.
que o teu ódio se exploda dentro de você.
que as pessoas busquem o certo e o errado.
que essa história tenha um fim justo.

...que vontade de ir embora;
morar sozinha, comer do suor do rosto.
sofrer as agonias do dia-a-dia. mas só.
absolutamente em paz!

sábado, 28 de abril de 2012

me sinto pressionada. pressionada contra uma parede invisível de realidade. você tem razão, mas eu não pago minhas contas. você tem razão, mas eu não compro minha comida. você tem razão mas minha identidade não tem importancia. você tem razão, mas eu não sou independente assim. ainda durmo numa cama que não é minha, vivo do conforto alheio, vivo uma vida não tão minha, meu amor. isso é foda!

- que a vida corra mas, que ainda assim, o tempo passe devagar.
é uma vontade de viver sem poder ainda começar. uma agonia sem fim.

difícil ser feliz nessa vida de grilhões imaginários.
difícil viver nesse mundo de ilusões e tempestades em copo d'água.
difícil levantar e caminhar sozinho. sair do ovo e respirar livre!

sexta-feira, 27 de abril de 2012


Que dia leve!
não sinto falta de você
da sua voz, nem do beijo,
das palavras ou do toque.

Calma amor,
isso é bom!
diferente pra qum vê, sim!
é bom me soltar de você,
caminhar só.

...mas venha quando quiser, meu bem
e tenha certeza, eu vou te encher de amor!

domingo, 15 de abril de 2012

sábado, 14 de abril de 2012

a noite cai completamente. entramos na madrugada, em um lugar perto música alta toca sem perceber o incomodo que causa aos seus vizinhos de rua, de ouvidos. o céu está negro, há poucas pessoas na rua. um bêbado, certamente. uma mulher deixada após a briga no bar. um salto quebrado. o vento sopra frio e devagar. a música insiste em incomodar. não há limites na cabeça de muitas pessoas. e há limites demais na cabeça de mais um tanto.

os lápis de cores estão espalhados e o coração grita por uma cama grande, pelo seu cheiro nos lençóis, escuridão e sono. na folha, antes branca, agora há um começo de balão, apenas mais um desenho incompleto esperando por cores. os fones de ouvido estão a todo volume música mais agradável que a que toca por perto. o sono está aqui mas ainda não pede cama. não sozinha. as mãos buscam algo interessante, não encontra nada. não há nada.

o ideal era a calmaria e o amor sentado sorrindo, confuso, como sempre. o que terá acontecido com aquela gritaria em você? aquela falta de calma? o que aconteceu com a criança birrenta e sem sentido? eu gosto da confusão no seu rosto. eu consigo rir tão fácil quando você está por perto. longe a lembrança dos seus olhos calmos me fazem pensar no futuro. acordar e ver você ali, em sono profundo. uma realização plena me surge dentro deste sonho.

o que fazer neste inicio, torto e perturbado, de noite?
o que fazer em meio ao caos do som e a em meio a saudade da sua boca, dos seus dedos?
talvez chocolate, cores e livro. um paliativo pro verdadeiro desejo. eu quero além.