se ao menos eu pudesse expressar com palavras. se, por ventura, eu conseguisse tornar um sonho uma realidade. se eu fechasse os olhos por uns instantes e quando abrisse lá estivessem todas as cores e vida. se, se, se...
quantas negativas foram até agora?
quantas portas fechadas e esperança em palavras?
"até quando você vai levando porrada, porrada...até quando vai ser saco de pancada"
sim, tem sido assim por anos longos demais. este mês, por exemplo, parece se arrastar na infinidade das horas. tudo parado, absolutamente! pra você, leitor, isso não deve fazer muito sentido. eu saí atrás de vida, beleza e paz. encontrei pouca vida, beleza menos ainda e nenhuma paz.
e não dá vontade de desistir. olhar pros livros e pensar: "você nunca foi A mais inteligente. acostume-se você sempre (só) foi a esforçada e isso não te leva a algum lugar tão alto."
e não dá pra pensar em jogar tudo pro ar, chorar, chorar, chorar. ficar infeliz mesmo. deixar de ser.
as vezes é inevitável que as lágrimas venham aos olhos. elas caem, caem como cachoeira...numa agonia sem fim, numa desesperança desesperada. é uma insuficiência, uma falta de capacidade, de força, de oportunidade. falta-me tudo!
eu ouço o eco: "você merece sair disso, merece viver em paz". "faça três coisas: esqueça, perdoe, estude, trabalhe". "não perca a esperança"...mas nada disso ajuda muito, nada disso muda as coisas. nada disso acalma a agonia ou acaba o desespero.

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